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domingo, 1 de maio de 2011

A mágica do Amor

A Mágica do Amor
Segundo o olhar comportamental



“O amor é o mais terno dos sentimentos, é algo que nos muda completamente, nos faz viver pela felicidade de quem amamos.” (Kesley Borges)


Há muito tempo que o ser humano vem tentando entender o amor. E desde épocas mais remotas, ele tem mudado histórias. Por amor, vidas foram salvas, outras destruídas.  Existem crenças metafísicas acerca do amor, como se uma divindade estivesse escolhido uma pessoa “x” para amar alguém. Mas no nosso cotidiano, temos visto esse tipo de relacionamento fracassar, e agora surgem várias dúvidas: “Quem é meu escolhido/a”, “Com quem devo me casar?”,  “Existe alma gêmea?”, “O amor é eterno?”, “Por quê meu relacionamento sucumbiu, mesmo eu amando tanto meu parceiro?”, entre outras, que pretendemos dar uma contribuição no seu esclarecimento a partir da psicologia comportamental.

O amor à primeira vista
É muito comum conversarmos com um casal apaixonado e, ao interrogarmos como foi que começaram a se amar, ouvirmos eles dizerem que foi amor à primeira vista e sorrirem em seguida, demosntrando felicidade. E daí surge uma grande pergunta: Existe amor à primeira vista?  E a resposta é sim.
O amor à primeira vista não é “mágica”, e sim uma relação de combinações.
“O que vocês chamam de mágica, nada mais é do que ciência” (fala do príncipe Thor, no filme de mesmo nome, lançado em abril/2011)
Desde pequenos, nós aprendemos o que devemos ou não devemos fazer, por orientação de nossos pais ou responsáveis, ou mesmo por aprendizagem em relações de erros e acertos que vivemos. Assim, vamos selecionando os tipos de comportamentos que são mais aceitáveis pela comunidade em que vivemos,  para assim não vivermos em confronto com a mesma.  É natural nos esquivarmos de comportamentos que não são reforçados pela comunidade, ou que trazem algum tipo de consequência que é desagradável para nós (por exemplo, ao descobrirmos que toda vez que fazemos coisas erradas, somos punidos, tendemos a evitar fazer coisas erradas). E assim, ao longo de nossa vida, a sociedade em que vivemos, cria modelos aceitáveis (que são reforçados, seja por elogios ou admiração, etc), e modelos não-aceitáveis (que não são reforçados, e podem até receber punição), para a nossa conduta em tudo (e é daí que vem a concepção de certo ou errado no meio cultural).
Devemos considerar também a nossa própria experiência de vida (nível ontogenético), pois a partir dela nós vamos também formulando, a partir da combinação do que é reforçado pela sociedade e o que nós mesmos pensamos ou idealizamos ao longo da vida,  uma série de modelos para selecionarmos quem vamos, ou não vamos amar.
Para entendermos por que alguém se apaixona por outro mesmo nos primeiros contatos, precisamos observar que modelos foram reforçados pelo indivíduo e  pela família/cultura/sociedade em que vive.  Pois, a tendência natural selecionista, é de que o indivíduo selecione (mesmo que de forma "inconsciente"), o parceiro/a que mais se encaixa no modelo de par ideal que  foi reforçado pela comunidade em que vive, ou por ele mesmo. Daí compreendemos a razão pela qual apaixonamo-nos por alguns (que se encaixam no modelo que é reforçado pela comunidade em que vivemos), e não apaixonamo-nos por outros (simplesmente porque eles não se encaixam nesses modelos de par ideal). O amor à primeira vista ocorre no momento em que encontramos na outra pessoa um grande número de características que são reforçadoras (que nos agradam e combinam com o modelo que construímos ao longo da vida) para nós.


O “Alimento” do Amor

É muito comum encontrarmos casais que já se amaram muito, mas hoje não sentem mais o amor na mesma intensidade, ou em alguns casos, não sentem mais amor nenhum pelo outro. E, por vezes, ficam se perguntando “por quê?”, e não encontram a resposta.
Bem, como a gente já falou no tópico anterior, nosso comportamento é mantido pelos reforços que consequenciam ele. Ou seja, quando fazemos algo que é automaticamente reforçado, tendemos a voltar a fazer aquilo. E quando fazemos algo que nunca é reforçado, vamos diminuindo a frequência de emissão desse comportamento, até que não mais o emitimos (extinção operante).
Quando iniciamos um relacionamento e estamos apaixonados o que está acontecendo? A resposta é simples: está acontecendo uma relação de reforço, ou seja você está se sentindo bem toda vez que você se encontra com a pessoa amada, e isso faz com que você queira cada vez mais estar junto dela e sinta saudades quando não está.  Com o tempo, diversas contingências (situações, basicamente), vão gerando tensões sobre o casal, ou um dos parceiros apenas, que passa a se comportar de forma que não mais causa sensação de bem-estar no outro, pelo contrário, aborrece-o. E nisso podemos considerar como fatores influenciadores:
- a condição financeira (gera sentimento de culpa e stress, que acaba sendo descarregado no outro)
-brigas frequentes por ciúmes (em muitos casos decorrentes da insegurança que o próprio enciumado sente de si mesmo, ou o famoso “não confiar no seu taco”)
-sentimento de culpa (pode ser decorrente de muitas coisas)
-falta de tempo para o outro (isso gera desconfianças, e medos)
-pressão alheia (intrometimendo de pessoas que não entendem a situação do casal e falam mal dele)
-falta de calma pra lidar com as tensões do dia-a-dia sem descontar tudo no outro.
            Os fatores acima citados são alguns exemplos de influenciadores do comportamento agressivo (seja verbal, físico ou psicológico) de um dos parceiros. Uma vez que a relação não é mais reforçada (quando lembrar do parceiro não mais traz boas sensações), começa a acontecer o processo de desapego, sentimento de aversão, esquiva. E é aí que começam as crises do casal, onde passa-se a sentir muito mais sensações ruins na presença do outro, do que sensações boas. E a tendência é de que a cada dia mais o casal se distancie, ou um dos parceiros se distancie mais e mais, mesmo quando o outro não entende a razão disso.
            Depois de tudo que vimos acima, o que a gente consegue entender é que o amor só sobrevive, ou só existe, quando algum reforço lhe é dado. Ou, em palavras mais simples, quando ambos os parceiros conseguem dar prazer e boas sensações ao outro, mesmo lidando com situações difíceis, ele consegue separar o que lhe é valioso (o amor), daquilo que lhe é passageiro (as situações difíceis).


Acabou o amor

            Também é muito comum encontrarmos  pessoas dizendo que não amam mais, ou não conseguem mais amar o outro, mesmo que se esforcem pra isso.  E daí surge a pergunta: O amor pode acabar? E a resposta é: claro que sim. O amor acaba justamente quando o número de boas sensações experimentados pelo casal quando se encontram, ou pensam no outro, é ínfima em relação às sensações ruins que se sente. E é a partir daí que comaçam a se esquivar um do outro, evitar encontros, ou mais sabiamente, terminar a relação. 
Para algumas pessoas é o cúmulo terminar uma relação com alguém que um dia se amou. No entanto, devemos analisar quais as possibilidades de se voltar a amar o outro (o que é um processo penoso, desagradável e depende da cooperação das duas partes), nessas situações. E o lamentável é que, quando fazemos essa análise, percebemos que essa possibilidade é muito pequena, e portanto inviável.  Por que é tão difícil assim voltar a amar o outro? Simplesmente porque uma vez que a sensação ruim ao ver o outro acontece com muita frequência, essa sensação se instala, ou seja, sente-se mal automaticamente quando se vê o outro. E como todo bom psicólogo comportamental sabe, é muito difícil se retirar um comportamento já instalado no repertório do sujeito. No caso do amor, é um processo que pode ser muito trabalhoso, o que o faz ser forçado e isso é ruim, pois o amor é um processo natural, um sentimento genuíno, que precisa acontecer sem que se force pra isso.  

O meu recado (Leia, é muito importante)
Espero ter contruibuído de alguma forma com você que leu esse artigo, e caso você esteja vivendo um problema nessa área, não tome decisões precipitadas apenas a partir do que leu nesse artigo, e sim procure um psicólogo especializado na área para que assim você possa avaliar com mais cuidado o seu caso (que é único,e portanto deve ser tratado por um profissional psicólogo especializado no assunto, e de forma presencial, num atendimento clínico).  Caso você não conheça nenhum psicólogo especializado na área, pode procurar o Conselho Regional de Psicologia da sua cidade/Estado e solicitar uma orientação, eles com certeza vão lhe orientar com todo carinho e respeito que você merece e vão lhe indicar os melhores profissionais da área que atendem na sua região.  
O ser humano é coisa séria, não procure orientação com um leigo qualquer, pois com a vida não se brinca. Uma má orientação pode destruir toda uma vida. Pense nisso.
           
            Artigo produzido por:

                                                         Kesley Borges
                                                   Acadêmico de Psicologia

sexta-feira, 16 de abril de 2010

O que é o homem?

             “Quando vejo os teus céus, obra dos Teus dedos, a Lua e as estrelas que preparaste; 
              Que é o homem mortal para que te lembres dele? E o filho do homem  para que o visites?” 
                                                                                                                               (Salmo 8.4)

        O homem, com, aproximadamente, 10 trilhões de células, é o ser mais complexo já catalogado em toda a cadeia alimentar e possui subdivisões com cerca de 200 grupos de células, cada uma no seu devido lugar. O nosso organismo, é rigorosamente organizado, e o Arqueopálio (mais conhecido como Sistema Réptil), é responsável pelos reflexos e reações involuntárias que ajudam o homem a se manter vivo, é o nosso “cérebro primário”, cuida, 24hs por dia, da regularidade dos nossos batimentos cardíacos, reflexos, enfim, da nossa sobrevivência.  Além disso, nós possuímos um outro cérebro (sobreposto ao Arqueopálio, mais ou menos na altura do nosso nariz), chamado de Paleopálio, ou Sistema Límbico. Este Sistema permite ao homem ter sentimentos que não estão em forma de matéria, mas podem ser identificados quando observamos as ações do ser humano. Como por exemplo se arriscar pra salvar alguém que ama, não valorizando a própria vida, e sim a da pessoa amada. E, no topo cerebral, temos o Neopálio, que é a parte do cérebro que nos permite raciocinar, pensar lógicamente.
         Com tudo isso, o ser humano desenvolveu-se de forma assustadora, dominou os “irmãos de espécie” para atingir objetivos egoístas,  até matando pessoas para “chegar lá”. Ao longo da História, cansamos de ver mentiras, formação de facções, corrupção cega e ambições insaciáveis. E eu te pergunto: Pra quê? Simplesmente pra “estar por cima”, dominar. O ser humano se tornou isso.
         Os homens se acham muito “grandes” e “poderosos”, afinal, “poder” é a palavra que soa melhor aos ouvidos de muitos homens.
         Mas nos esquecemos que não estamos “sozinhos nessa”. O Universo não é “do tamanho do seu quintal”, a ponto de você ter todo o controle sobre ele. E se pararmos para analisar, iremos perceber que nós, embora somos seres indiscutivelmente complexos e inteligentes, não somos tão “grandes” assim, se comparados ao Universo.

O ato de refletir nos faz mais sábios, pois assim analisamos a nós mesmos...

O ato de  refletir nos faz mais sábios, pois assim analisamos a nós mesmos...
A gente sempre tem uma queixa, um lamento, ou até mesmo uma reclamação a fazer sobre qualquer coisa na vida. E achamos mais fácil encontrar um "culpado" (que não sejamos nós mesmos) do que buscar a VERDADE sobre o problema, e assim, descobrir a solução para ele.